A Mulher, o jogo mais perigoso de Maria Luísa Soares

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A Mulher, o jogo mais perigoso de Maria Luísa Soares

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"Já que este nosso planeta é povoado em maior número pelas mulheres, achei oportuno dar-lhes espaço e voz. Fui buscar as Vozes de personagens femininas dos meus anteriores livros de ficção, bem como as os parceiros masculinos em igual situação. Iremos ouvir o mundo, o nosso microcosmos, a manifestar-se através destas Vozes e dizer o que é viver num universo em que todos os códigos europeus redigidos de acordo com os direitos canónico, românico e germânico, têm sido sempre desfavoráveis à mulher. Tudo em conversas muito animadas a fazer jus à fama que temos de ser muito palradoras. Trocam-se experiências de vida, desalentos de percurso, sábias conclusões, tristezas, alegrias também. São seres humanos a pulsar de vida e de interesse que irão tomar em mãos as rédeas dos seus destinos. Os homens vão pairando por aqui como comparsas de quotidianos diferentes, de sentires diferentes. Começamos a dar voz a uma jovem estudante universitária e prosseguimos com uma dona de casa, uma escritora, uma enfermeira, uma poetisa, uma bancária, uma jovem clonada, uma cantora ainda em embrião… Além destas intervenções em que a mulher é o tema central, falam-se de aconteceres dentro e fora dos Açores: os sismos, a religiosidade, as opções políticas… Assim, iremos deparar com um Arquitecto sexagenário a debater-se com os sentimentos fortes que alguém lhe inspira que o levam a dizer que se sente "à beira de um abismo", Vítor o bon vivant a concordar que Deus terá criado Eva para salvar Adão da solidão. E quando ser padre não é sinónimo de ser feliz, um ex-quase-padre criar as suas leis de vida e a saboreá-las de forma inusitada; Alberto o homem do "só se vive uma vez"; Gerardo o bissexual a discordar do sentimento de posse dos machos latinos; André e Luis Filipe já mortos, mas a fazer incursões no mundo dos vivos e a dar-lhes conselhos; o dr. Tobias psiquiatra para quem a vida se tornou um palco gigante de observação/análise das pessoas; Vicente a reconhecer que "um homem não se sente à vontade para exprimir emoções senão de uma forma sexual: é a nossa maneira de exprimir o amor"....E que dizer de avó Eulália, patriarca da família, que passa os dias a fiar lã na roca e no fuso e a desdobrar-se na premonição dos dias vindouros? Que ninguém leve a mal seus poderes de sibila. Viver nos Açores, rodeada da solidão do Mar e prisioneira da linha contínua do horizonte, tem às vezes esse efeito nas pessoas."